
Título: A Zona Morta
Título Original: The Dead Zone (1979)
Autor: Stephen King
Ano: 2008
Páginas: 496
Editora: Objetiva
Título: A Zona Morta
Título Original: The Dead Zone (1979)
Autor: Stephen King
Ano: 2008
Páginas: 496
Editora: Objetiva
Título: Admirável mundo novo
Título Original: Brave new world (1932)
Autor: Aldous Huxley
Ano: 2008
Páginas: 318
Tradução: Lino Vallandro e Vidal Serrano
Editora: Globo
Em Admirável mundo novo, Aldous Huxley nos apresenta a um mundo futurista e assustador.
Na medida em que vamos sendo conduzidos por essa realidade, somos advertidos sobre os aspectos nocivos que o progresso pode trazer para a vida humana, tornando-se cada vez mais obscuro e pessimista.
Neste mundo as pessoas são muito felizes e tudo é condicionado para tornar essa felicidade continua e quase ininterrupta. Qualquer preocupação ou angustias é dissipada pela droga sintética “soma”, que conduz quem o toma para um mundo de fantasia e alegrias.
No futuro já não há mais guerras nem doenças. As pessoas são condicionadas a serem e fazerem o que é melhor para todos. A população agora é dividida em castas, e criada para serem física e psicologicamente adequados à casta que ocupam e ao trabalho realizado, e se satisfazerem com ele. Também não existem famílias, as crianças são geradas artificialmente e a gestação é vista como algo grotesco. A nova cultura é contra tudo que for muito intenso ou prolongado. A ciência evoluiu ao ponto de suprimir os efeitos da velhice e as pessoas morrem muito mais velhas, mas com aparência jovem.
Bernard Marx não se sente satisfeito com esse mundo. Ele é fisicamente diferente dos outros Alfas e seu comportamento e pensamentos não condizem com o padrão da sociedade. Quando em uma viagem à uma reserva de selvagens (um dos últimos redutos da antiga civilização) ele encontra John, filho de Linda, uma mulher da civilização. Bernard vê em John a chance de ganhar respeito e o leva para o mundo civilizado. Mas isso traz novas implicações para a vida de todos.
Esse é um livro pra ser lido muito além de como só um romance. Dele você pode tirar importantes reflexões sobre a nossa sociedade, as relações humanas, consumismo, futilidade e a sua própria vida. Não vou aqui me ater a discussões
Um livro extraordinário que para mim peca em um só ponto: o final extremamente sombrio e obscuro. Ao terminar é impossível não parar, refletir e reler.
A Cabana narra uma fabula sobre perda, amor, perdão e fé através da historia de Mackenzie, um pai amoroso e religioso que tragicamente perde a filha mais nova, estuprada e assassinada por um maníaco, e ao se perguntar, se Deus é tão bom e misericordioso por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento? Mack vai aos poucos perdendo a fé e mergulha numa profunda depressão. Até que recebe um bilhete supostamente enviado por Deus convidando-o a passar um fim de semana na cabana onde anos antes havia ocorrido a tragédia.
É nesse ponto que o fantástico se faz presente nessa historia sobre amor e fé, pois adentramos junto com Mack em um mundo fabuloso repleto de imagens belíssimas e cheias de emoção. Pois na cabana Mack passa a fim de semana na ilustre presença do próprio Criador na forma da Santíssima Trindade Pai, Filho e Espirito Santo. E é através das experiências vividas por ele na cabana que o autor nos mostra as razões por trás dos mistérios divinos, o motivo dos nossos sofrimentos, a verdadeira natureza do perdão e o proposito de Deus para cada um de nós nessa e na outra vida.
Apesar de tratar de temas religiosos, a cabana tem um lado romanesco que achei não muito bem aproveitado pelo autor passando por passagens monótonas, indo ao 100% obvio, chegando a parecer um romance policial muito mal escrito e nada original.
Fora isso as passagens que tratam de teologia e filosofia religiosa foram muito bem escritas tendo passagens belíssimas, escritas no melhor estilo fantástico e há também alguns diálogos de uma profundidade incrível e que nos toca verdadeiramente, só lendo pra saber, ou crer!
Título: A Cabana
Título Original: The Shack
Autor: William P. Young
Ano: 2008
Páginas: 240
Editora: Sextante