segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin

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“Quando se joga o jogo dos tronos, ganha-se ou morre”

Primeiro volume da série de Fantasia As Crônicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire),  A Guerra dos Tronos mostra como nenhum outro livro o que de melhor há na literatura épica fantástica.

O palco onde é narrada essa saga é Westeros uma terra fabulosa onde o verão pode durar decádas e o inverno toda uma vida, e onde também famílias e clãs poderosos disputam o domínio sobre os Sete Reinos.

O primeiro volume começa com o prenúncio de um  inverno longo como nunca antes visto e com isso forças misteriosas e sobrenaturais se espreitam ao Norte da Muralha no reino de Winterfell, dominio dos Starks, uma família que está no centro da disputa de poder nos Sete Reinos.

Quando Eddard (Ned) Stark aceita a posição  prestigiosa de Mão do Rei, oferecida por seu amigo, a quem ajudou na conquista do Trono de Ferro, o Rei Robert Baratheon, uma perigosa disputa de poder se inicia. Ned desconfia da manipuladora rainha pertecente ao clã Lannister, a casa mais poderosa do reino e cuja a ambição não conhece limites, e aceita a posição oferecida pelo Rei com a intenção de proteger o amigo. E isso é apenas o inicio de uma sangrenta disputa pelo cobiçado Trono de Ferro.

Dificil falar de um livro em que, pra mim praticamente não tem o que falar mal, ainda mais da série que é aclamada como a maior obra de fantasia desde O Senhor dos Anéis, e concordo que As Crônicas de Gelo e Fogo é isso e muito mais. Apesar de ser uma grandiosa obra de fantasia, o fantástico é  um elemento  secundário na trama. Mais o que mais gostei foi a disputa política, o jogo inteligente de traições e mentiras e onde nada nem sempre é o que parece, e tambem um mistério intrigante de dar um frio na espinha que tenho certeza que vai atiçar a imaginação do leitor.

Adorei a narrativa de Martin que é bastante  fluida e muito bem articulada onde, apesar do tamanho do livro, nada é por acaso, a leitura não é densa como é comum se perceber em outros livros épicos de fantasia. Outro ponto alto do e que merece destaque são os personagens muito bem pensados e de uma complexidade sem igual, os quais você ama de todo coração ou detesta com toda sua força. Eles são ao mesmo tempo incríveis, misteriosos, inteligentes, perspicazes, bem humorados, destemidos e também há outros detestáveis e odiosos.

A trama do livro é bem amarrada e de rumo inesperado, narrada por diferentes pontos de vista. Nenhum livro me deixou roendo as unhas de ansiedade, ou me tirou o sono depois da leitura a noite imaginando que rumo a historia tomaria e torcendo por esses personagens memoráveis desde que li Harry Potter.

Seguramente a série de Martin é um marco na literarura de fantasia, não tão complexa em sua mitologia como a série de Tolkien mais igualmente lendária. Esteticamente bem tecida George R. R. Martin trouxe para o gênero Fantástico uma série inesquecível e que chega a ser uma magnífica obra de arte. 

Título: A Guerra dos Tronos
Título original: A Game of Thrones
Autor: George R. R. Martin
Ano: 1991
Páginas: 592
Editora: Leya Cult
Tradução: Jorge Candeias

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Hospedeira, de Stephenie Meyer

Título: A Hospedeira
Título original: The Host
Autor: Stephenie Meyer
Ano: 2009
Páginas: 560
Editora: Intrínseca
Tradução: Renato Aguiar


A Hospedeira é o primeiro livro que a escritora Stephenie Meyer publicou após o grande sucesso da série Crepúsculo.

Quando vi esse livro a primeira vez a primeira coisa que imaginei foi que seria uma espécie de Crepúsculo com alienígenas. Não estava completamente errado. Meyer não mudou seu estilo de escrita entre uma obra e outra e o romance açucarado também está presente nessa obra.

A Hospedeira conta a história de uma curiosa raça alienígena conhecida como almas. Parece contraditório que seres tão bondosos e altruístas pudessem ser os dominadores de outra raça, mas foi exatamente isso que aconteceu com a raça humana. Essas almas entram no corpo humano e dominam seu sistema nervoso, passando a controla-lo.

Apesar do título do livro, a história não foca uma humana hospedeira de um desses aliens, mas uma alien, Peregrina, hospede em um corpo que representa uma certa resistência a sua dominação. Melanie Stryder, a dona original do corpo, procura esconder de Peregrina o paradeiro dos humanos que ainda restam, mas quando os eventos levam as duas a tornarem-se aliadas ambas partem em busca de Jared, amor de Melanie, e Jamie, seu irmão, humanos que Peregrina também passa a amar.

Ninguém pode negar o talento que Meyer tem para escrever histórias apelativas para o seu público. Eu costumo me referir a ela como uma boa escritora de histórias ruins, pois embora suas criações não me agradem completamente, ela na maioria das vezes sabe fazer seu serviço direito.

A Hospedeira constantemente procura, em vão, passar um clima de perigo e medo. Em poucos momento você sente realmente um perigo real, e ainda se chateia com a insistência de Peregrina com essa ideia. É uma leitura leve, mas torna-se entediante em alguns momentos deixando a sensação de que algumas páginas poderiam ser simplesmente arrancadas sem prejudicar a história. Talvez se o livro fosse mais “enxuto” ficasse até melhor.

Algumas vezes até torci para que alguns dos medos de Peregrina tornarem-se reais, mas quando alguma coisa realmente rumava para uma direção interessante, a história logo voltava para um padrão mais ameno. É claro que aquele falso puritanismo não poderia faltar.

As almas, são o que mais me chamou a atenção no livro. Elas, como todas as raças alienígenas mencionadas na história, são bem curiosas.

Não acho que a história vá agradar aos grandes fãs de ficção científica, mas quem gostou da série Crepúsculo pode ler sem medo de errar, pois Meyer pode escrever fantasia e ficção científica o quanto quiser, mas o que ela realmente faz são histórias de amor.

terça-feira, 19 de julho de 2011

No Dia 20 de Julho, dê um Livro Nacional de Presente

O escritor Ademir Pascale está encabeçando uma campanha muito legal que pretende tornar os livros nacionais mais acessíveis para os leitores. Veja a apresentação da campanha:

No dia 03/07/11, tive a ideia de criar um projeto de incentivo às editoras e aos autores nacionais, um dia específico para eles disponibilizarem seus livros com descontos, facilitando ainda mais a vida do leitor, então escolhi o dia 20/07 para marcar esta importante data. Enviei um e-mail para todos os meus conhecidos e muitos responderam positivamente. Mas como sempre, mesmo sendo um projeto que visa beneficiar todos nós envolvidos na literatura, um ou dois não respondeu ou não aceitou participar.

Então já anuncio alguns dos autores e editoras que aderiram ao projeto de incentivo, assim como os seus livros que estarão com descontos e outras facilidades, como super descontos, frete grátis, autografados, etc. Ressalto que a união destes escritores e o apoio das editoras que estão no projeto, está sendo muito importante, pois assim poderemos levar literatura mais acessível e ao alcance de todos.

Deixo aqui o meu muito obrigado aos autores e editoras que acreditaram no projeto. E os autores e editoras que desejam entrar no projeto, é só entrar em contato. Agora peço a ajuda dos leitores para divulgar para os seus amigos e redes sociais. Qualquer dúvida, por favor, mande um e-mail para ademir@cranik.com ou amigosdocranik@ig.com.br c/ Ademir Pascale.
@ademirpascale

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O fim da espera por Harry Potter

Acabou tanta espera. A contagem regressiva chegou ao zero. Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 estreou nessa sexta.

Ansiedade, curiosidade, medo foram algumas das sensações que nos acompanharam ao longo de todos esses anos. A cada livro uma nova espera. A cada filme nova expectativa. E todos esses sentimentos sempre foram recompensados de uma forma ou de outra.



Muitas pessoas acharam que a série não teria fôlego para durar tanto tempo. Estamos aqui para provar que não poderiam estar mais erradas. Nossas lágrimas frescas ao sair da sala do cinema são um troféu para nós fãs. Tudo valeu a pena.

Não paramos de ler e reler. Não nos cansamos de ver e rever. Mas nunca como se fosse a primeira vez. A cada vez uma nova sensação, um novo sentimento, uma nova alegria.

Esse não é o fim, pois sempre teremos os livros pra reler, sempre teremos os filmes pra rever. Sempre teremos uns aos outros, fãs, para nos apoiarmos e não deixarmos essa chama morrer, nunca.

Harry Potter viverá eternamente em nossos corações!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Bem, o Mal e Harry Potter

Um dos maiores méritos que Harry Potter pode ter é a fácil identificação que os leitores possuem com os personagem. Longe do estereotipo de herói virtuoso propagado pela literatura infantil em geral, Harry é emocionalmente humano. Os personagem da série possuem uma variedade de sentimentos que os fazem não serem necessariamente boas ou más. Como diz Sirius "O mundo não é dividido entre pessoas boas e os Comensais da Morte".

Entretanto isso não significa que o bem e o mal não existam. Nos livros fica vem claro que não só existem como as pessoas podem optar por um ou por outro, e o fazem. Esse tema aparece ao logo de toda a série. Essa é a escolha entre o que é certo e o que é fácil.

Voldemort é um grande exemplo, embora não admita essa escolha. Para ele o bem e o mal não existem, considerando tudo possível em sua busca por poder.

Outro exemplo é Harry. Em A Pedra Filosofal ele teme ser seu destino ir para a Sonserina, a casa de Voldemort e da maioria dos bruxos das trevas e em A Câmara Secreta, ao descobrir que fala com cobras, teme também ser o herdeiro de Slytherin trazendo um grande mal a Hogwarts. Harry ainda preocupa-se com suas estranhas semelhanças com Voldemort.

Dumbledore, entretanto lembra Harry:

"São nossas escolhas, Harry, muito mais que nossas habilidades, que mostram o que realmente somos".
Harry Potter e a Câmara Secreta.

É isso que essencialmente diferencia Harry de Voldemort. São as escolhas que fazemos que nos mudam e fazem de nós o que somos e seremos. É claro que escolher o caminho do mal é mais fácil, e como Dumbledore diz os seres humanos têm um dom para escolher o que é pior para eles.

Rowling também deixa claro as consequências dessa escolha. Os efeitos do mal estendem-se muito além das vítimas de um malfeitor, sendo recebidos pela própria pessoa do malfeitor. Voldemort se autodestroi como resultado de suas açoes e escolhas adquirindo, entre outras coisas, uma aparência grotesca e perdendo o próprio corpo. Tudo isso contrasta com as escolhas de Harry, que o levam a se tornar corajoso e leal aos amigos.

Não escolher um caminho é igualmente temível. Embora parece fácil, uma decisão deverá ser tomada mais cedo ou mais tarde, e ai ela será mais difícil.  Foi o que Fudge fez ao não agir diante do renascimento de Voldemort, preferindo acreditar que seu mundo confortável e ordenado.

Embora possa passar desapercebido, Harry Potter nos trás profundas reflexões sobre a natureza humana. Mais um mérito para essa série incrível!