segunda-feira, 11 de julho de 2011

Algumas coisas que eu aprendi lendo Harry Potter…

Harry Potter vem acompanhado minha vida já há bastante tempo. Foi junto dessas histórias que eu passei toda a minha transição entre criança e adolescente. Mas todo esse tempo lendo esse livros teria valido muito pouco se eu não tivesse aprendido alguma coisa. Ao contrario, lendo os livros da série Harry Potter aprendi muitas coisas, então resolvi listar algumas delas aqui no Fantasia BR. Sei que muitos fãs da série vão se identificar com alguns desses itens. São coisas que contribuíram para definir o que sou hoje, fazem parte da minha história e que vou eternamente levar comigo.

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Os livros grossos são os melhores

Antes de ler A Pedra Filosofal eu passava longe dos livros mais cheinhos. Para mim era uma tortura ter que passar mais de uma semana lendo o mesmo livro. Agora sempre que vou ler um livro penso que com os livros maiores minha diversão via durar mais. Livros em série são melhores ainda, multiplica ainda mais essa possibilidade. Tudo culpa do Harry.

Encontrar amigos

Através dos livros da série Harry Potter já encontrei e reencontrei diversos amigos. Gostos em comum juntam as pessoas e foi por meio das histórias de Potter que eu conheci meu melhor amigo e diversas pessoas interessantes. Conseguir convencer os outros a ler Harry Potter foi uma tarefa um pouco difícil, mas depois de cumprida era sempre uma recompensadora. Devo ter passado metade da minha pré-adolescência discutindo assuntos relativos a Harry Potter. Harry tem mesmo o dom de juntar pessoas.

Os dias letivos na Inglaterra

Para mim sempre era estranho as aulas em Hogwarts começarem em setembro. Mas acabei entendendo que outra culturas tem formas diferentes de ver o passar do ano e que o clima de lá influencia muito isso.

A escola pode ser legal

Por mais que eu sempre tenha detestado a escola, aprendi com Harry que com os amigos tudo pode se tornar mais suportável. Mas em um castelo e com disciplinas como Feitiços e Transfiguração que escola pode ficar chata? De qualquer forma a Hermione me mostrou que todo esforço tem sua recompensa.

Sobre o dia e a noite no hemisfério norte

Outra coisa que eu achava curiosa quando iniciei a leitura dos livros era Harry, Rony e Hermione fugirem do castelo para a casa do Hagrid as nove na noite com o sol ainda se pondo. Para mim isso era irracional. Onde eu moro o sol se põe as seis! Nada que umas aulas de geografia não resolvessem.

Quem têm amigos têm tudo

Confessemos que o Harry nunca foi um gênio. Sem o Rony e principalmente sem a Hermione ele não teria sobrevivido nem ao primeiro livro. O trio formava uma equipe imbatível. E é assim a vida, sozinhos não podemos ir muito longe. Essa é uma lição que eu levo para minha vida inteira.

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As aparecias enganam

Toda a série Harry Potter é lotada de exemplos desse tipo. Quirrel, Moody, Umbridge, Sirius Black… Mas em toda a série Snape é o maior de todos, muito embora tenhamos nos surpreendido bastante com Dumbledore no último livro. Quase todos os personagens tiveram seus momentos para se revelar de alguma forma. Foram mais fortes do que acreditávamos, mais amáveis do que julgávamos serem capazes, mais cruéis do que pensávamos, mais todos do que pareciam. Harry me ensinou a não julgar pois estamos fadados a erros.

Lutar pelo que se acredita

A luta de Harry contra a Umbridge e ao Ministério da Magia, só não foi maior do que a luta contra o próprio Voldemort. Brigar com todas as forças pelo que se julga certo foi algo presente em toda a série e acho que o que mais se entranhou em mim em todos esses anos em que acompanhei a história de Harry. Os supostos aliados podem virar inimigos, todos podem ficar contra você, mas mesmo assim se você acha que está fazendo o que julga ser certo, não pare. Foi isso que Harry fez e me ensinou a fazer.

O mundo dá voltas

Pequenas passagens, como a paixonite de Gina por Harry desde A Pedra Filosofal, cresceram muito nos últimos livros. Um pequeno rato de estimação ser o traidor de Lilian e Tiago Potter. A falta de paciência de de Rony com Hermione virar uma paixão. A verdadeira dança por qual passou a varinha das varinhas de Dumbledore até Harry. Sempre me pego pensando nessas coisas ao lembrar da história e sempre acho equivalente ao mundo real.

 

Vou parar por aqui. Poderia ter colocado muitos itens nessa lista (ideias não faltaram), mas como a lista estava ficado muito grande parei por aqui mesmo.

E você, o que aprendeu ao ler Harry Potter?

Harry Potter Especial

15 de julho de 2011. Uma data especial para todos os fãs de Harry Potter. A estreia do último filme da franquia Harry Potter sinaliza o fim de uma longa espera. Cada pessoa que acompanhou, sonhou, sorriu, chorou, sofreu, se emocionou, se apaixonou… cada um de nós estamos muito ansiosos e apreensivos com essa data. Talvez não tanto quanto esperamos o livro Harry Potter e as Relíquias da Morte, mas o bastante, o que reflete a nossa vontade de que tudo termine com chave de ouro.

Cada minuto de espera deve valer a pena. Cada segundo de expectativa deve ser recompensado.

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Tenha em mente que isso não é o fim de uma era ou mesmo o começo do fim. Esse é começo de tudo.

Por isso e muito mais, resolvemos fazer algo especial para comemorar essa data. O Harry Potter Especial é uma série de postagens sobre essa série e como ela mudou nossas vidas. Espero que gostem e comentem. O primeiro post sai ainda hoje e cada postagem vai acompanhar nossa contagem regressiva até o grande dia.

Aproveitem.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Restaurante Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)

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O restaurante Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas) que fica em Tóquio é um dos mais surreais e excêntricos que já vi na minha vida. Totalmente inspirado na clássica história de Lewis Carroll o restaurante tem uma decoração psicodélica e garçonetes vestidas de Alice.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Porque a escola não consegue formar leitores literários

A escola, como todos sabem, é um lugar privilegiado para estimular o gosto pela leitura, mas não é isso que se vê na grande maioria das escolas brasileiras. O programa das escolas geralmente segue a “indicação” de títulos (quase sempre clássicos) que viram conteúdo avaliado, com perguntas de interpretação de texto com uma única respostas correta.

Deste modo a escola acaba esquecendo do fundamental, que é dar acesso as obras e ensinar os chamados comportamentos leitores: envolver-se na aventura com o personagem, comentar sobre o enredo, buscar textos semelhantes, conhecer mais sobre o autor, trocar indicações literárias. Tudo pelo prazer que a leitura nos proporciona. Só assim o aluno passará a ver a leitura como um hábito cotidiano e não como uma tarefa escolar.

Segue uma lista dos principais erros cometidos nas escolas na hora de tentar formar leitores literários nos primeiros anos escolares e que você deve evitar se for um professor, um gestor ou mesmo um pai ou uma mãe.

Livro e criança

Ignorar os gostos de cada um

É na fase da escolarização que as crianças começam a consolidar as preferências pessoais. E isso tem de ser respeitado e aproveitado. Ouvir as considerações das crianças e estimular esse compartilhamento ajuda a criar o gosto pela leitura.

Impor uma interpretação

Quando termina um livro o professor/educador apresenta sua visão sobre a história. Mas o que ele não percebe é que ninguém é obrigado a ter a mesmo opinião.

Substituir o livro por figuras ou fantoches

A variação do modo de ler é algo desejável, mas na hora da leitura não deve-se esquecer do fundamental: um livro.

Ater-se aos clássicos

É claro que as crianças adoram os contos de fada, mas é importante oferecer a elas diversas obras para que criem um repertório amplo, ampliando assim seu universo cultural permitindo entrar em contado com situações desconhecidas. E é essencial também apresentar outros gêneros, como a poesia.

Transforar a leitura em uma atividade entediante

Ao fazer da literatura uma tarefa burocrática e entediante é comum que muitas crianças se afastarem dela. Mesmo assim é importante criar uma comunidade de leitores em classe, ou seja, espações em que todos tenham a chance de participar e opinar.

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Avaliar a leitura por meios de provas e resumos

Deve-se evitar os questionários. Prefira ampliar os debates sobre os textos, pois isso ajuda a aumentar o envolvimento da turma.

Analisar só os aspectos gramaticais

Deixar de lado as interpretações de um livro está muito longe de ser uma bora forma de desenvolver comportamentos leitores na turma.

Separar forma e conteúdo

Colocar em discussão apenas os temas tratados no livro e deixar de lado a forma é um problema recorrente nas aulas de Língua Portuguesa. A interpretação completa de uma obra depende não só do que é dito, mas de como é dito. Até porque todo mundo sabe que um poema é diferente de uma crônica ou conto.

Professores que não gostão de ler

Muitos professores brasileiros não tiveram a chance de construir uma história como leitores de literatura. Mas sempre é tempo de criar o hábito de leitura e também inspirar os alunos. Começar com os best-sellers pode ser algo mais fácil, já que recorrem a padrões narrativos simples e trazem certo conforto. Mas não tenha medo dos desafios. Só não deixe que a leitura vire sinônimo de sofrimento. Achando uma satisfação fica mais fácil aceitar os percalços da leitura. Pode até parecer difícil, mas tudo começa com um primeiro passo – ou no caso, um primeiro livro.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Diários do Vampiro, de L. J. Smith.

 

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Como a fase inicial da série Diários do Vampiro é mostrada em quatro pequenos volumes resolvi fazer aqui uma resenha que abrangesse todos os livros da série.

Li todos os volumes de Diários da Vampiro antes de assistir o seriado, e confesso que o fato de esta série ter sido adaptada para a televisão, muito bem falada por sinal, foi o que me fez lê-la.

Diarios do Vampiro narra a história de um triângulo amoroso entre dois irmãos vampiros e a humana Elena e os mistérios que rondam o passado destes  e a misteriosa cidade de Fell’s Church.

Em relação a essa série acho que fui com muita sede ao pote! Esperava de Diários do Vampiro algo que superasse Crepúsculo, e acabei me deparando com coisas muito semelhantes ou até piores que a série de Meyer, que pode ser tosca, mais em relação à de L. J. Smith é muito mais bem escrita.

Essa foi a impressão ao ter lido “O Despertar” o primeiro volume: não gostei! Principalmente dos personagens, muito mal caracterizados e a maioria fúteis. A começar por Elena e suas amigas mostradas como típicas lideres de torcida americanas, fazendo o tipo “meninas malvadas”. O vampiro Stefan parece mais uma vesão depressiva do Edward que vive a remoer as feridas do passado. Mais um personagem bastante  interessante é o irmão vampiro de Stefan, Damon, que não nega sua natureza vampirica e dedica-se totalmete a atormentar a vida do irmão. Quanto à história da livro ela não é das mais originais pórem desenrolar da trama não é de todo ruim, a autora consegue dar um ar de mistério e tensão que consegue prender o leitor, mantendo-o atento até os capítulos finais que é quando o livro fica melhor, e bem antes de a história realmente começar ele acaba. Apesar de não ter gostado muito desse resolvi ler o segundo, “O Confronto”.

Em relação ao primeiro no segundo a história evolui muito! A trama fica mais sombria e misteriosa, personagens mais interssantes enriquecem o livro e o melhor, a Elena  líder de torcida do primeiro da lugar a uma Elena mais madura, assim como suas amigas. Bruxas, fantasmas, caçadores de vampiros e mais mistetério e ação começam a deixar a série bem melhor. Já em “A Fúria” terceiro volume, a autora consegue surpreender! A trama foi quase perfeita, a maneira como os mistérios são revelados foi muito boa. Há bastante ação e revelações inesperadas o que me fez gostar realmente da série! O clímax do livro foi perfeito e o final bastante original! Ao meu ver a série deveria ter acabado por aí, tive receio em ler o quarto volume…

Mais “Reunião Sombria” conseguiu a façanha de ser melhor que todos os outros livros da saga juntos, os personagens amadureceram muito e L J Smith conseguiu dar a esse livro um ar muito mais sombrio e emocionanate que os outros. Mais pra mim o livro teve um defeito, que foi justamente o último capítulo, achei aquele finalzinho desnecessário... embora seja o gancho para a próxima fase acho que livro ficaria muito melhor sem aquilo.