domingo, 11 de dezembro de 2011

A Hora das Bruxas vol. I, de Anne Rice

 
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As bruxas, na maioria das obras de ficção são retratadas como mulheres horrendas, que usam chapéu pontudo na cabeça e que aparecem frente à lua cheia voando em suas vassouras soltando gargalhadas estridentes, jogando feitiços e maldições com suas varinhas. Em A Hora das Bruxas, Anne Rice mostra um outro tipo de bruxa, mais condigno com a realidade. Belas feiticeiras poderosas capazes de invocar espíritos para serem seus servos, lerem pensamentos, moverem objetos com a força do pensamento, prever o futuro, curar e também matar de acordo com a sua vontade. Bruxas essas, que são semelhantes às descritas pela igreja católica na época da Idade das Trevas, em que milhares foram queimadas vivas pela Santa Inquisição.

Nesse primeiro volume da saga das Bruxas Mayfair, Anne Rice narra a história da família Mayfair um poderoso clã de feiticeiras que teve sua origem na Escócia e hoje vivem na fantasmagórica Nova Orleans. A história do livro  vai sendo apresentada  de início, por meio de pontos de vista de alguns habitantes da cidade acerca da família Mayfair e por meio de seus  comentários  vamos aos poucos nos introduzindo na historia dessa família que um dia já foi poderosa, e que nos dias atuais começa a apresentar sinais de decadência.

O clima sobrenatural característico das obras de Anne Rice, já é sentido desde o inicio, principalmente nas partes que falam sobre um homem misterioso que poucos conseguem ver, uma espécie de espírito demônio que está diretamente relacionado com todas as tragédias e triunfos da família Mayfair, ele é Lasher que para mim foi um dos personagens mais macabros e bem construídos da autora.

O livro é dividido em duas partes, na primeira vemos relatos de personagens que tem ou não uma ligação direta com a família Mayfair, todas elas acabam envolvendo uma personagem da família Deirdre, a atual beneficiaria do legado dos Mayfair que se apresenta no inicio do livro em um lamentável estado de invalidez. Outros personagens de maior importância também apresentam suas histórias como Michael Curry e Rowan Mayfair que provavelmente serão o centro da história no próximo volume.

Na segunda parte O Talamasca toma de conta mostrando os volumosos arquivos das Bruxas Mayfair que conta toda a trajetória da família desde sua origem nas regiões montanhosas da Escócia passando pela França, Haiti e Estados Unidos. Nessa segunda parte, especialmente no inicio, onde conta a historia das bruxas Deborah e Charlotte gostei bastante, pois é onde o demônio Lasher aparece com mais frequência, ou seja, nessa parte sim o sobrenatural toma de conta do livro! Tudo isso é descrito de maneira detalhada ao extremo, o que às vezes deixa a leitura bastante maçante, mas por outro lado é o ponto principal desta: nos colocar a par de todos os acontecimentos ocorridos e que levaram a família Mayfair a preservar o sobrenome por séculos, sempre envolta em mistério e loucura.

Anne Rice é sem duvidas uma das melhores autoras de romances góticos e sobrenaturais da atualidade, e é fácil entender o porquê, sua narrativa é bem desenvolta, têm muita classe e elegância, mesmo tratando de assuntos polêmicos presentes em todas as obras dela que já li como o incesto (que marca bastante a saga das Bruxas Mayfair) e a homossexualidade.

Para quem nunca leu Anne Rice não aconselho começar pela saga das Bruxas Mayfair, isso por que a escrita da autora nessa série em especial é muito complexa e rica em detalhes o que pode impacientar muitos leitores. E para quem está interessado em se aventurar nessa saga até o fim, como eu, a série é uma trilogia (no original A Hora das Bruxas é um único livro) e os próximos volumes, além do vol. II,  são Lasher e Taltos, que recentemente foram relançados pela editora Rocco com belíssimas capas!

Por fim, A Hora das Bruxas é mais uma excelente obra escrita por Anne Rice , revelando o lado sombrio e amaldiçoado das bruxas, no melhor estilo que já vi, com muita elegância e sutileza. Mal posso esperar para me aventurar nos próximos volumes dessa série!!!

Título: A Hora das Bruxas I
Título original: The Witching Hour, 1990
Autor: Anne Rice
Ano:1994
Páginas: 490
Editora: Rocco
Tradução: Waldéa Barcellos

domingo, 20 de novembro de 2011

Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida, de Eduardo Spohr

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O romance A Batalha do Apocalipse do brasileiro Eduardo Spohr foi um dos livros que fez com que a fantasia nacional alcançasse um patamar equivalente aos grandes best-sellers estrangeiros. Com uma narrativa ágil, dinâmica, muito inteligente e bastante original Spohr e seus anjos arrebataram uma legião de fãs. Guiado pelo sucesso do seu romance de estreia o autor utilizou-se do mesmo universo para criar essa nova saga que mostra aventuras que ocorreram nos bastidores da Grande Guerra no Céu.

Confesso que fiquei com receio de ler esse livro, tinha medo de ser uma história repetitiva em vista de que todos os conflitos principais foram resolvidos em A Batalha do Apocalipse e já sabia de antemão que rumo o historia iria tomar. Porém, me enganei totalmente a respeito disso! Em Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida Spohr nos lança em aventuras repleta de ação e heroísmo que não tem nada de tão épico ou pretensioso quanto A Batalha do Apocalipse. Aqui ,os acontecimentos são mais “suaves” e a história em si tem um rumo mais específico, mostrando a visão de personagem de menor escalão e não a dos grandes generais como no livro anterior do autor.

A história centra-se na ishim do fogo Kaira que havia perdido a memória e para resgata-la foram designados dois anjos da hoste do arcanjo Gabriel, ao qual a guerreira pertencia, o ofanin Levih e o querubim Urakin. Sua missão era resgatar a ishim e ajudá-la a completar a missão para a qual fora designada e misteriosamente impedida de concluir.

Uma quarta figura também acaba tornando-se o centro de interesse na história, o querubim exilado Denyel que acaba virando uma espécie de guardião fiel de Kaira. Mesmo possuindo um passado sombrio ele acaba ganhando para sempre a confiança da ishim e juntos vivem grande parte das aventuras mais ousadas contidas no livro. Certamente este foi o personagem que mais me chamou a atenção neste livro, de lealdade duvidosa e irônico ao extremo mais também capaz de realizar feitos incríveis ele foi sem duvidas o personagem mais bem construído do livro.

O primeiro volume dessa saga não foi nada grandioso. Algumas passagens achei meio repetitivas e também algumas explicações sobre a mitologia criada pelo autor eram expostas em momentos inadequados deixando a leitura um pouco maçante. Mas é de conhecimento geral o incrível talento que Eduardo Spohr tem em descrever cenas de ação em algumas passagens fiquei vidrado sem conseguir largar o livro, especialmente no final.

É certo que este romance não supera A Batalha do Apocalipse, mais mesmo assim é um livro que consegue te prender e te cativar. Uma aventura incrível, repleta de ação e de personagens inesquecíveis. Se você ainda não conhece o universo criado por Eduardo Spohr esse livro é um ótimo meio de começar e assim descobrir por que seus anjos tomaram de conta da imaginação dos brasileiros!

Título: Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida
Autor: Eduardo Spohr
Ano: 2011
Páginas: 476
Editora: Verus

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Destino e Honra - A Sétima Profecia

Destino e Honra - A Sétima Profecia

O primeiro de uma série de livros ambientados no mundo fantástico de Senna, dominado por um ser poderoso chamado Cypius, que vence a grande Guerra Familiar no início dos tempos contra sua irmã Oliva. Os seres humanos com o tempo, se aliaram ao novo tirano do planeta em troca de poder. Em sua ambição, foram punidos pelo Criador do mundo, dividindo-os em signos zodiacais, cada um com características próprias. Conheceram o medo, o fracasso da derrota, as trevas. Uniram-se pela vida e disso brotou uma esperança. A cada 11 anos um raio de luz ilumina as sombras que os envolvem. Oliva, em toda sua infinita bondade, lança profecias para guiar os passos dos humanos através de um caminho tão tortuoso. A sétima profecia em 77 anos irá trazer revelações e esperanças, para finalmente a raça humana soltar seu grito de liberdade. Coloque sua melhor armadura, afie sua arma e escolha um signo. Etapas cruciais para a sobrevivência em Senna.

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Nome: Destino e Honra - A Sétima Profecia
Autor: Guilherme Macias Bogéa
Número de Páginas:168
Ano: 2011
Editora: Dracaena

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

[Anime] Death Note

Uma trama policial inteligente e cheia de reviravoltas já é bom, mas quando essa história é recheada com elementos da fantasia, o resultado só poderia ser um: uma história que jamais vai sair da sua cabeça.

Death Notes são cadernos pertencentes aos Shinigamis, Deuses da Morte, onde eles escrevem o nome dos humanos que devem morrer. Ryuk, um Shinigami entediado em seu mundo, resolveu jogar um Death Note no mundo humano por pura diversão. O Death Note é encontrado por Light Yagami, um estudante japonês superdotado que também andava entediado com o mundo. De posse do caderno Light resolve ser o juiz e o carrasco da sociedade, que julga estar podre. Ele passa a matar inúmeros criminosos todos os dias, visando criar um Novo Mundo, em que somente pessoas de bem viveriam, e em que ele seria um Deus.

Death Note L e Light Anime Fantasia BR

Logo ele vira uma lenda e passa a ser chamado de Kira (que vem da pronúncia japonesa da palavra killer), chamando atenção do FBI. Um famoso detetive particular, conhecido simplesmente como L, é contratado para solucionar esse caso onde criminosos morrem subitamente sem explicação. O fato é que L é também um adolescente superdotado, com manias bizarras, e que logo que entra em ação já mostra a que veio.

Kira está a ponto de ser pego a cada episódio, um passo em falso o aproxima cada vez mais de ter o seu segredo revelado. E você, mesmo que não goste disso, acaba temendo por ele enquanto torce para L descobrir a verdade. Não há uma momento que você ache que vai ficar tudo bem. Está sempre tudo a ponto de explodir.Death Note Anime Fantasia BR (2)

Como o assassino não é um segredo para o espectador, a trama precisa ser ainda mais capaz em prender o espectador, usando algo mais do que tentar esconder o mistério para ser revelado só no final. E, eu posso afirmar, Death Note cumpriu o seu papel com competência. Cada reviravolta é completamente inesperada, cada nova revelação é um susto, cada episódio te faz querer mais e mais.

O anime acompanha principalmente a perspectiva de Kira e L, em suas batalhas mentais para tentarem estar sempre um passo a frente do outro, mas ocasionalmente também é mostrada a visão de outros personagens. Novos personagens vão surgindo ao longo da história, com suas próprias investigações, como se fossem colocadas mais peças no jogo só pra dificultar tudo ainda mais.

Em 37 episódios de anime é notada uma separação em três partes. A primeira parte é com certeza a melhor de todas. É onde você ainda esta conhecendo os personagens e do que eles são capazes. Na segunda uma reviravolta faz o anime sofrer uma mudança drástica. Muita cuca batendo no final dessa parte para entender aquela confusão de Death Notes. Na terceira parte mais mudanças deixam o anime com nova cara.

Apesar de não ter gostado tanto das últimas duas partes do anime elas têm o mérito de sair da mesmice das histórias de detetive e mostram uma nova forma de conduzir esse tipo de narrativa.

Death Note Anime Fantasia BRDeath Note não subestima a inteligência do espectador nem dos personagens. Não existe passagens forçadas que estão ali só pra facilitar a vida do autor (tá, talvez uma única passagem perto do final). Eles não têm medo de dificultar tudo ainda mais e fazer com que as coisas realmente aconteçam. O Death Note também é cheio de regras de uso que vão sendo reveladas aos poucos ao longo dos episódios, tirando certas duvidas que surgem eventualmente no anime.

O anime, dirigido por Tetsurō Araki, foi adaptado de um mangá escrita por Tsugumi Ōba e ilustrada por Takeshi Obata. No Japão o anime foi exibido entre 3 de outubro de 2006 e 26 de junho de 2007 e conta também com três filmes live-action. Aparentemente a Warner Bros. comprou os direitos para fazer uma adaptação americana do mangá, mas até agora o que mais existe são especulações sobre assunto.

Não tenho palavras pra descrever o deslumbramento que tive ao assistir esse anime. Ele reúne simplesmente tudo que eu poderia querer em uma história e ainda com o bônus de ser um anime (que eu adoro) com desenhos lindos e ótima trilha sonora.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Terra Morta: Fuga

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Em Terra Morta: Fuga, o leitor acompanhará uma saga de sobrevivência ao terrível mal que assolou o interior de São Paulo e agora se dirige à capital.

Tiago é um rapaz introspectivo que sempre sonhou em viver na megalópole de São Paulo e buscar novos desafios. Só não imaginava que sua chance chegaria da pior maneira possível. Jaboticabal, sua cidade natal, é o cenário de um terrível apocalipse zumbi, uma tragédia que parece saída de um videogame ou filme de terror.

De repente, o jovem acostumado a treinos de parkour e muito trabalho precisa lutar para sobreviver. Nenhum local é seguro, ninguém mais é confiável, água e comida não são mais garantidas no dia a dia. Mesmo que a mente custe a acreditar, não há tempo para duvidar da realidade. A única opção é fugir.

A cada pessoa que Tiago encontra, uma surpresa. Aliado ou inimigo? Nunca uma certeza.

Tiago e seus companheiros deverão enfrentar o passado e seus medos, e em meio a um mar de zumbis canibais, descobrirão que o maior inimigo ainda são os humanos.

Descubra a origem da infecção enquanto corre sem parar, uma aventura dramática que é sucesso na internet e agora se torna uma série de livros. Pegue apenas o necessário e corra sem olhar para trás.

Disponível em: 10/11/2010

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Sobre o autor:

Tiago Toy. O nome real é proibido mencionar, assim como sua idade. Nasceu por engano em uma cidadela no interior de SP. Já atuou, desenhou, dançou e cantou. Em 2009 foi pra capital em busca de seu destino com 50 reais e 30 miojos na mochila. Escreve nas horas vagas. Seu primeiro livro surgiu há 2 anos por acaso – Terra Morta – e arrebanhou uma fervorosa legião de zumbis. Ops, fãs. Adora cappuccino e sente saudades de sua gata. Não gosta de barulho nem de pessoas efusivas. Tem certa dificuldade em dialogar conclusivamente... Na verdade, não gosta de dialogar.