segunda-feira, 11 de março de 2013

Douglas Adams

500x_douglas-adams-42

“Há uma teoria que indica que sempre que qualquer um descobrir exatamente o que, para que e porque o universo está aqui, o mesmo desaparecerá e será substituído imediatamente por algo ainda mais bizarro e inexplicável… Há uma outra teoria que indica que isso já aconteceu.”

Douglas Adams

Nasceu em 11 de março de 1952. Faleceu em 11 de maio de 2001.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Protocolo Bluehand: Zumbis, de Abu Fobiya, Alexandre Ottoni e Dave Pazos

Protocolo Bluehand Zumbis capa {Fantasia BR}

A epidemia zumbi que vai devastar a Terra dos antes dominadores humanos está a um passo de acontecer. Você precisa mesmo ficar preocupado. Mas ainda lhe resta uma última chance de salvação. O Protocolo Bluehand: Zumbis. Pelo menos é isso o que promete o próprio livro.

O primeiro Protocolo Bluehand publicado foi o Alienígenas, escrito pelo Eduardo Spohr.  Os Protocolos são guias de sobrevivência e salvação publicados pela Editora NerdBooks do site Jovem Nerd. O objetivo da editora é fazer produtos exclusivos para seu público, então você só vai conseguir comprar esse livro no site Nerdstore.

Protocolo Bluehand: Zumbis não é (só) um livro de ficção. É um manual de sobrevivência prático e utilizável. Nele você vai descobrir a verdade que, segundo os autores, vem sendo escondida da humanidade já há algum tempo pelos governos, temendo a instauração geral do pânico.

A epidemia zumbi pode ocorrer a qualquer momento. Tudo por conta de uma série de coincidências que levaram a criação de um protozoário (e não um vírus) que causa a zumbificação das pessoas. Esse protozoário já se espalhou pelo planeta e está latente em boa parte da população, podendo se manifestar depois de um abalo emocional forte.

O tal protozoário é chamado o tempo todo de T. zombi o que me incomodou um pouco o biólogo dentro de mim. Acontece que só se pode abreviar o nome de uma espécie depois de der escrito seu nome por completo ao menos uma vez no texto, o que não ocorreu. Eles atribuem que o T. zombi é uma associação mutante do vírus da raiva com T. gondii (o “T.” vêm do gênero Toxoplasma, mas ele não falam isso no livro) o protozoário causador da toxoplasmose, que faz com que os ratos percam o medo por gatos.

Dá pra notar uma intensa pesquisa e cuidado na busca de referências para a elaboração do Protocolo. Achei o Protocolo Bluehand muito útil. Mesmo que uma epidemia zumbi não aconteça, aprendi muitas técnicas que poderão tornar a minha vida mais fácil em situações adversas. Como, por exemplo, poderia ter acontecido com o H1N1 (não que se deva matar seus portadores, óbvio). Você vai aprender desde como cada setor da sociedade vai se comportar diante de uma crise no sistema econômico e governamental mundial, com o perigo do surgimento de milícias, até como tomar banho com pouca ou nenhuma água e fazer suas necessidades em um mundo sem banheiro.

Além de tudo ele é um dos livros mais cheios de detalhes que já tive a oportunidade de ter nas mãos. Você não vai encontrar um Protocolo Bluehand: Zumbis em bom estado. Ele já foi utilizado, amassado, manchado, rasurado, ensanguentado e mordido. São inúmeras as marcas de dedos, as manchas de sangue e mofo, páginas tortas, colagens e principalmente as úteis e divertidas “observações feitas à caneta”.

Além dos já citados “defeitos”, o livro é recheado de ilustrações, diagramas e mapas. Me surpreendi quando me deparei com umas páginas extras enfiadas ali no meio do livro pelo suposto último dono do livro. As ilustrações são do artista Marcio L. Castro, com um estilo rabiscado, o que deixa o livro ainda mais com aparência de usado.

Piadas e referências nerds é o que não falta. Tem momentos em que não dá mesmo pra segurar o riso. O que poderia ser um livro muito chato, torna-se uma leitura prazerosa pra qualquer nerd ou fã de cultura pop.

Um dos autores do livro, Abu Fobiya, é alter ego do escritor, roteirista de quadrinhos quadrinhos e desenhos animados Fábio Yabu. O Dave Pazos, mais conhecido como Azagal, foi o editor do livro. Já o Alexandre Ottoni, o Jovem Nerd, não entendi se ele contribuiu diretamente no texto, mas acho que o nome dos três aparecem na capa pois sem qualquer um deles o projeto não seria possível.

Título: Protocolo Bluehand: Zumbis: seu guia definitivo contra os mortos e os vivos
Autores: Abu Fobiya, Alexandre Ottoni e Dave Pazos
Ano: 2012
Páginas: 272
Editora: Nerdbooks

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O Mundo dos Pequeninos [Filme]

O Mundo dos Pequeninos {Fantasia BR}

Cada vez mais eu fico encantado com as obras do Studio Ghibli. Depois de ver o premiado A Viagem de Chiriro e o ótimo O Castelo Animado tenho garimpado por produções mais antigas do estúdio e não tenho me decepcionado. Mas minha mais recente descoberta foi um filme relativamente recente, o filme O Mundo dos Pequeninos é de 2010 mas só chegou ao Brasil em 2012 e direto em DVD.

O filme na maior parte do tempo mostra o ponto de vista dos pequenos coletores. Eles são seres parecidos com os humanos só que com apenas alguns centímetros de tamanho e que vivem de recolher coisas dos humanos em pequenas quantidades para que não sejam notados. Devido a natureza perigosa dos humanos se um coletor for visto eles precisam se mudar.

O Mundo dos Pequeninos - Arrietty e Sho {Fantasia BR}

Arrietty é uma pequenina de 14 anos que vive com o pai e a mãe sob o assoalho de uma casa humana. Eles desconfiam que sejam os últimos coletores ainda vivos e tomam muito cuidado para não serem pegos pelos humanos e terem o mesmo fim dos outros da sua espécie.

A tranquilidade da família acaba quando Sho, um garoto doente que acabou de mudar-se para a casa, flagra Arrietty em sua primeira coleta com o pai. Uma amizade vai surgindo aos poucos apesar da relutância de Arrietty que teme o perigo que isso pode trazer para sua família. Mas é só quando a empregada da casa decide capturar de qualquer forma os coletores, é que o perigo real chega.

O Mundo dos Pequeninos - Pais de Arrietty {Fantasia BR}

Achei bem interessante como eles se preocuparam em muitos momentos em mostrar os humanos sob a perspectiva dos coletores (como gigantes e ameaçadores) e como os coletores não vivem só de fabricações humanas que adquirem novas funções pelo seu tamanho. Eles também fabricam seus próprios utensílios.

Na maior parte do tempo o filme é bem calmo. Ele vai nos apresentado os personagens pelos seus cotidianos e até a reação dos humanos à presença dos pequenos seres é de nenhuma surpresa, já que existiam histórias sobre a existências deles no local.

Todo o filme despertou em mim uma memória de minha infância. Eu sempre adorei tudo que estivesse relacionado a seres pequeninos e se tivesse visto esse filme na infância com certeza teria se tornado um dos meus preferidos.

the-borrower-arrietty-still05

A trilha sonora completa os belos cenários nos fazendo entrar de vez no clima fantástico a obra. O final, apesar de não ser o que provavelmente a maioria espera, achei bastante pertinente e segue a lógica da mitologia criada para o mundo dos pequeninos. Além disso encerra a história e deixa um campo bem amplo para ser explorado nas continuações, se existirem.

O filme é baseado no livro Os Pequenos Borrowers (The Borrowes, 1952), de Mary Norton, que é o primeiro livro de uma série de cinco. Não sei se farão os filmes dos outros livros, mas com certeza seria uma boa pedia. Essa série já teve outras adaptações para as telas, uma delas inclusive com o ator Tom Felton.

O Mundo dos Pequeninos - Japão {Fantasia BR}

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Escolhida, de P.C. Cast e Kristin Cast

Escolhida - Serie House of Hight {Fantasia BR}

Zoey Redbird é uma vadia. Sério. Ela consegue ter um namorado, dar uns amassos nada inocentes no ex, e ainda flertar com um professor. E ela sabe disso. Fica se “lamentando”, dizendo que não vai mais ver o fulano, mas só quando ela se ferra é que essa “festinha” acaba. Ai fica aquela lição supervaliosa para as leitoras da série: não fique agindo como vadia, pensando que ninguém vai achar que você não é vadia, pois você se ferra no final.

Mas uma vez eu me surpreendo quando percebo quão pouco tempo se passa em cada livro da série House of Night. Ou você acredita que a Zoey é uma azarada/sortuda ou o livro fica um pouco inverossímil. As coisas funcionam mais ou menos assim: a Zoey acorda no início da noite (vampiros dormem durante o dia, né?) vai tomar café ai alguém “supergato” que dá uns amassos nela, sem que ela queira, é claro. Ela então sai atordoada pelos terrenos da escola pensando em voltar ao dormitório quando seus pés a levam para um lugar qualquer sem que ela perceba e PAN! Ela flagra um crime. A deusa então a agracia com um novo dom que a torna capaz de fazer algo incrível que só um vampiro adulto altamente treinado é capaz. Ela ainda vai visitar a avó na cidade e briga com sua mãe e só volta pra casa depois de dar um amasso no seu ex-namorado humano. A sensação que dá é que o dia, ou melhor, a noite tem umas 40 horas de duração.

Deixando as coisas que me incomodaram de lado, House of Night ainda continua sendo um livro divertido. Não é minha série favorita, mas são livros que eu termino rapidinho e no fim ainda fica a vontade de saber o que vem a seguir. As autoras são competentes.

Zoey tenta arrumar um jeito de salvar sua amiga vampira-morta-viva Stevie Rae, mas não tem ideia de como. É ai que ela recebe uma ajuda inesperada (nem tanto assim). É um jogo que as autoras usam. Os amigos se viram contra você, pessoas que você confia vão te trair e os inimigos viram aliados.

Quem leu os anteriores sabe que Zoey está se tornando uma vampira precoce. Ela desenvolve poderes anormais para sua idade, tudos concedidos por Nyx, a Grande Deusa.

House of Night é uma mistura de Wica com vampirismo e uma pitada de ficção científica. Um discurso pró-paganismo impera em todo o livro e pelo visto eles vão levar isso até as últimas consequências. No final do livro uma guerra entre o Povo da Fé e os vampiros desponta no horizonte. Sinto que esse vai ser uma coisa bem legal, já que as autoras não têm pudor algum em torturar, sangrar, matar, esquartejar e ressuscitar como monstros comedores de sangue sem consciência os seus personagens.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Drops: Coletânea, Capas e mais Capas

coletane draco

Carol Christo e Jim Anotsu (autor de Annabel & Sarah) estão organizando uma coletânea de contos sobre jovens para a Editora Draco. O prazo é até 30 de abril de 2013 e não é um livro de fantasia. Para mais detalhes.

Dragoes de Eter capa mexicana

Marc Simonetti, o mesmo artista que criou as capas usadas nas edições brasileiras de As Crônicas de Gelo e Fogo, também criou as capas que serão usadas nas edições mexicanas dos livros da série Dragões de Éter, do Raphael Dracon.

A Noite Maldita

Foi divulgada a capa do novo livro de André Vianco, A Noite Maldita. O livro relata acontecimentos ocorridos trinta anos antes dos da saga Vampiro Rei que engloba os livros Bento, O Vampiro Rei – Vol. 1, que mudou de nome para Cantarzo, e O Vampiro Rei – Vol. 2, que mudou de nome para Bruxa Tereza em edições recentes).

Capa prévia - Anjos da Morte

Eduardo Spohr divulgou a capa de Filhos do Éden: Anjos da Morte, segundo livro da série Filhos do Éden. O livro está previsto para ser lançado em abril.